Psicólogo / Psicanalista Clínico ABMP Nº 04909-09
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Bem querer intenso
Ao contrário do que gostaríamos, o amor não é rei... Obedece às necessidades sociais, e se modifica de acordo com as exigências econômicas, geográficas, ou impostas pelas guerras...

Estamos querendo falar de amor, mas é necessário especificar...

Não existe um único amor ao qual todos obedecemos, mas sim diferentes formas de amor, variando não só de acordo com as diferentes culturas, mas também através da história... A história da humanidade é a história do seu amor...

Ao contrário do que gostaríamos, o amor não é rei... Obedece às necessidades sociais, e se modifica de acordo com as exigências econômicas, geográficas, ou impostas pelas guerras...

Basicamente, podemos dizer que se trate de um sentimento de bem-querer intenso, com intenção sexual, voltado para outra pessoa...

E uma das nossas tendencias imediatas costuma ser colocado, numa escala de intensidade, entre afeto e paixão... Teríamos então um mesmo sentimento, que, brando para o afeto, iria aumentando até chegar às ardências do amor e alcançar seu pique mais explosivo na paixão...

Agora mesmo, depois de um longo período de descaso, o amor apaixonado parece estar de volta com toda a sua força... E o que foi que o trouxe? Segundos alguns, a estabilidade da moeda, o poder de compra...

Se livros sobre amor e a paixão invadem as livrarias, se conferencias sobre os mesmos temas pipocam nas noites, se o sexo esta voltando a ser vinculado ao amor, e se grande suspiro desejoso parece exalar de todos os peitos, hora de agradecemos ao OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a estabilidade da moeda...

A definição de amor para alguns pensadores da história nos fazem ver com um olhar obscurecido a realidade que nos invade todos os dias...

Para Stendhal, era "a maior felicidade do mundo", Carlos Drummond diz que "o amor é bicho instruído", Liv Ulmann explica que é como "se as nuvens do horizonte estivessem sob os meus pés", e Camões tentou acertar com vários tiros "amor é fogo que arde sem se ver... é ferida que dói e não se sente... é um contentamento descontente... é dor que desatina sem doer..."

Parece mais prudente deixar de lado as definições e seguir outros caminhos, na tentativa de entender melhor o que seja amor...

 

Ronaldo de Mattos - Psicanalista clínico

 

 

em 03/08/2012

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