Psicólogo / Psicanalista Clínico ABMP Nº 04909-09
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Sua ausência
Sempre idealizamos que o sentimento de amor pelo outro teria que ser farto e se perdurar eternamente...

Não entendemos...

Não imaginamos... 

E muitas vezes nem queremos pensar sobre...

Mas na perda de um parceiro ou parceira amoroso(a), por separação, traição ou luto, se instala em nós algo que não gostamos e que se fosse possível não queríamos para nós...?

Sempre idealizamos que o sentimento de amor pelo outro teria que ser farto e se perdurar eternamente... Perdoe-me, nossos parceiros amorosos teriam que ser nossos pais ou mães... Pois eles nos amam ou não, eternamente... Outros não conseguem...

Embora quiséssemos o amor compacto, mantido sempre no ponto máximo de fusão dos amantes, são justamente estes vazios que lhe dão elasticidade, permitindo respirar e manter-se vivo...

Amo meu amado ou minha amada de uma forma quando ele esta presente... E de outra forma o amo quando ausente... Sem que de um possa dizer que é maior ou mais intensa do que a outra, posto que, despertam diferentes áreas do meu sentimento...

O amado ou amada ausente não deita na minha cama... Sua ausência é antes de mais nada a ausência do seu corpo... E o corpo, nem a imaginação recria... Procuro seu rosto no retrato, passeio por sua pele na memoria, mas embora possa reviver na lembrança o prazer que ele ou ela me dá, e com quanta intensidade! É um prazer sem orgasmo...

E se por acaso tento completar a lembrança com masturbação, em busca daquela plenitude física vivida juntos, encontro a embriaguez, mas não a alegria... E em vez diminuir a distância que nos separa, torno sua ausência ainda mais evidente, na frustração da busca mal-sucedida...

Se o corpo do amado(a) ausente é impossível de se alcançar, ele próprio se torna na distância ainda mais próximo. Pois enquanto o físico exige estímulos concretos, o sentimento pode não só viver de si mesmo por algum tempo, como até mesmo se agigantar graças à farta alimentação fornecida pelo imaginário...

Que doce companhia é o amado(a) ausente!!!!

Todos os dias, quando o desejo orienta meu corpo em direção a o Outro, invento o momento do encontro que nos espera, sabendo perfeitamente que não acontecerá como eu o invento, mas que será enriquecido por todas essas invenções...

 

Ronaldo de Mattos - Psicanalista Clinico

em 16/08/2012

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