Psicólogo / Psicanalista Clínico ABMP Nº 04909-09
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Profissionais / Carreira Daniel Diehl Arrivabene
Conheci o Ronaldo Mattos por volta do ano de 2004. Período no qual eu trabalhava na empresa da família e estava com a faculdade de administração trancada...

Conheci o Ronaldo Mattos por volta do ano de 2004. Período no qual eu trabalhava na empresa da família e estava com a faculdade de administração trancada. Como todo filho de pai empresário carregava o estigma de dar continuidade aos negócios e não havia nem mesmo avaliado se este era de fato o caminho que me deixaria realizado. Tinha muitas dúvidas, mas eram todas suprimidas pelo dia a dia agitado, “apagando os incêndios” de uma empresa e uma vida profissional guiadas pelo empirismo e pelo senso de aproveitar as oportunidades.?

É interessante que percebemos sim que não estamos satisfeitos e que uma angústia sutil habita o ser nos levando a diversos questionamentos. Será que não seria melhor ingressar em outra empresa ao menos pra adquirir experiência? Por que estou trabalhando aqui? E se eu escolhesse outra profissão completamente diferente como biólogo, advogado ou dentista? E foi justamente conversando e aconselhando uma das funcionárias que trabalhava comigo que essas dúvidas inundaram os meus pensamentos.

Ela me disse o seguinte: “Daniel, tenho medo de continuar nessa empresa e não crescer. Se passarem dez anos e após esse período eu for demitida ou algo der errado com a empresa, que bagagem eu terei para conseguir outro emprego?” Naquele momento sugeri que ela continuasse estudando, pois isso seria a única coisa que garantiria um futuro melhor.

E quanto à empresa disse para aproveitar ao máximo aquela oportunidade pra aprender bastante, todavia não se fechar para outras propostas. Pois em várias ocasiões ficamos presos ao local onde estamos porque sentimos muita dificuldade em deixar as pessoas com as quais criamos laços de amizade e vínculos fraternos. Logo após aquela conversa passei a fazer as mesmas perguntas. Onde estarei daqui a dez anos? Quais metas estou perseguindo? Estou no caminho certo? Nossa! Aquelas perguntas da colega me deixaram aturdido e rapidamente percebi que eu não estava estudando, nem pronto pra novas propostas, muito menos aberto a mudanças (somos muito resistentes a mudanças, né?!).
Diante daquele emaranhado de dúvidas e angústias procurei o Ronaldo de Mattos. Expliquei toda a situação, tanto os sentimentos quanto os questionamentos, e disse que não via nenhuma outra perspectiva além do que desde criança eu já perseguia. Não que minha família me obrigasse a trabalhar na empresa, no entanto segue-se o fluxo.

É como diz o ditado: “Filho de peixe peixinho é”! Mas, peraí! E se eu não quiser ser peixe? A tendência natural é que sigamos o que nos é mais próximo, a não ser que já tenhamos nascido com uma vocação muito peculiar. Nós conversamos acerca das coisas que eu gostava de fazer, dos meus planos para o futuro, do cenário econômico do país e do mundo, entre várias outras coisas. Entendo que ele tenha feito isso no intuito de me fazer perceber o que havia além do “aquário”.
Passamos então para uma fase onde foi traçado meu perfil psicológico e analisado quais seriam os tipos de organizações nas quais eu me adequaria. Chegamos à conclusão de que, dentre outras, instituições bancárias seriam uma boa opção. Elaboramos então um currículo inicial para que fosse possível visualizar tanto o que eu já possuía em termos de conhecimento e habilidades quanto o que deveria ser acrescentado. Seguindo sua orientação voltei a estudar, fiz alguns cursos e participei de palestras pra me atualizar.

Foi um período muito bom. E aos poucos percebia o quanto minha visão era limitada. A partir daí, com o currículo sendo ampliado, passei em diversos processos seletivos e também comecei a estudar pra concursos. Enquanto isso  continuávamos a elaborar currículos de acordo com as características do emprego almejado - vale dizer que não devemos ter um único currículo para distribuir em todas as companhias. De que vale colocar no currículo que você possui um excelente curso de culinária realizado na França se você está pleiteando um cargo de operador de telemarketing? – e também me instruía acerca de como se preparar para dinâmicas de grupo e entrevistas.

Dentre os processos seletivos que participei fui aprovado em empresas privadas como Unibanco S/A e Citibank S/A. E posteriormente passei no concurso do Banco do Rio Grande do Sul S/A. Hoje estou trabalhando no Banco do Brasil S/A e vislumbrando uma pós-graduação em gestão de pessoas.

Às vezes nos acomodamos. Talvez por ver apenas as limitações do “aquário”... Por pensar que somos velhos ou jovens demais... Por nos compararmos com os outros ao invés de apenas tentar ultrapassar nossas limitações... Ou quem sabe devido à resistência de buscar a orientação de um profissional. Até porque a cultura brasileira leva muito mais à prática do que ao planejamento, à preparação e como ficamos ansiosos por causa disso...  As mudanças que não vêm, e que nem sabemos bem se de fato queremos. Ainda somos muito céticos...

Esse período de Psicoterapia Psicanalítica para Profissionais e Carreiras me enriqueceu muito. Sou muito grato por isso.
Ronaldo de Mattos,
Pela dedicação ilimitada, as orientações bem fundamentadas e toda paciência...
Muito Obrigado!

DANIEL DIEHL ARRIVABENE
FORMADO EM ADMINISTRAÇÃO E BANCÁRIO.

em 25/10/2009

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