Psicólogo / Psicanalista Clínico ABMP Nº 04909-09
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Sua fantasia desapareceu...
De repente, o seu homem não é mais maravilhoso, generoso, sensível, mas sim um bebê exigente, disfarçado...

O ponto crucial de qualquer relação ocorre quando você acorda e a sua fantasia desapareceu... Você passou a ver a realidade, uma realidade na qual a fantasia que tinha do outro não se encaixa...

De repente, o seu homem não é mais maravilhoso, generoso, sensível, mas sim um bebê exigente, disfarçado... Ele continua igual, tem magnificas ereções, ombros largos, mas isso não tem mais valor... 

Alguma coisa aconteceu com a imagem que você tinha dele... Entretanto esse casais que continuam se amando parece que não se desapontam nunca...

Esse superávit de paixão é raro, podemos até considera-lo uma patologia, ou, "uma loucura gloriosa".

Mas, mesmo sem tanta transpordância, numerosos casais ultrapassam a crise dos cincos anos (a crise dos cinco anos é transcendente a questão do tempo fixo, pode ser no inicio do relacionamento como em outras épocas), e não se trata de patologia. Talvez se trate de projetos...

Ao falarmos de projetos conjugais nos ocorrem logo projetos práticos de educação dos filhos, aquisição de uma casa própria, compra de um veiculo maior e etc.

Mas do projeto de manutenção do amor poucos se ocupam conscientemente, embora possa ser considerado mais importante do que os outros...

Como executá-lo? Acredito que a criatividade é uma boa resposta neste momento, claro, cada casal tem que aprender a pensar sua relação de forma clara e honesta, a criatividade como elemento chave para o amadurecimento do casal. A maioria das pessoas nem sabe o que se refere o assunto... 

Criatividade erótica é uma boa maneira de elevar a temperatura entre os lençóis... Mas é pouco provável que, vivendo cotidiano em plenitude, limitada apenas a rotina de escritórios e fogões, se consiga à noite despir o mecanismo e adentrar no sexo com a promessa de performance que iluminam os rostos dos campeões...

A criatividade não pode ser exercitada apenas em aplicadas interpretações do Kama Sutra... Ela só é possível no sexo se for uma postura de vida que permeie as outras atividades... 

Criatividade a gente bota num molho de macarrão ou num trocadilho... Não é apenas a capacidade de criar arte... É a elasticidade que permite recriar, ver as coisas de forma nova, brincar...

Mas é necessário que os dois estejam empenhados no jogo criativo... A criatividade exercida por um só é uma ameaça para o parceiro que refreia a sua... E o refrear daquele atua como censura castradora para cima do criador...

Ah!!!! sonhamos todos com uma vida em um tapete voador e muitos desejos sendo realizados por um gênio da lampada magica.

Mas quando chega a hora de descer o rio de balsa, acabamos ´preferindo um veículo mais confortável, uma rota mais segura. E assim, de segurança em segurança, chegamos às repetições que não oferecem perigo. A mesma casa, a mesma rua, os mesmos pontos de vista, os mesmos beijos, as mesmas posições no sexo, no trabalho, na vida, no dia-a-dia sempre repetindo... Tão repetido que em breve se gasta, e olhando para o lado murmuramos: "meu amor acabou".

Será que o amor pelo outro acabou, ou a paixão pela vida? E como culpar por isso o casamento, se ele não gera as causas, mas sofre as consequências? Ouço muita gente falando que o segundo casamento é sempre melhor.

Porque é melhor o parceiro, ou por que melhoramos nós? Se, como tudo indica, melhoramos nós, talvez seja o caso de tentar essa melhoria antes da separação. Antes que os "cinco anos se esgotem". Desapontamento...

Ronaldo de Mattos - Psicanalista Clínico

em 13/05/2013

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