Psicólogo / Psicanalista Clínico ABMP Nº 04909-09
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A inveja do Pênis
E dizia Freud: "Sobre o enigma da feminilidade os homens de todas as épocas quebraram a cabeça..."

Há um tempo atrás ouvi uma mulher me dizer: "Quando menina, ouve um período em que eu gostava de urinar em pé, diante dos morros e árvores, como fazia meu irmão e meus amigos... 

Não consigo lembrar de nenhum desejo de ter na mão a peça que tornaria aquele gesto mais prático, embora lembre claramente o desejo de me assemelhar a meu irmão, líder inconteste do grupo, e aos nossos amigos, todos meninos.

Isso, é claro, não é suficiente para provar que, desejando ser menino, e portanto desejando ter um pênis...

O que eu desejava era ascender a classe "superior" e alcançar o poder, ou seja, não é suficiente para provar que eu não invejasse o pênis em si..."

"Sobre a importância da inveja do pênis não pode haver duvidas" disse o mestre de Viena.

Pois segundo ele é a "modificação sublimada deste desejo" que advém a "capacidade de exercer uma profissão intelectual" e consequentemente uma ascensão profissional...

"Ser mulher", disse Kierkegaard, "é tão estranho, tão confuso, tão complicado, que nenhum predicado consegue defini-lo, e os múltiplos predicados que gostaríamos de empregar seriam de tal modo contraditórios que só uma mulher poderia suportar".

Dizer que "só uma mulher poderia suportar", equivale a dizer que homem nenhum poderia, ou seja, equivale a dizer que os homens vêem nas mulheres uma complexidade insuportável. 

E dizia Freud: "Sobre o enigma da feminilidade os homens de todas as épocas quebraram a cabeça..."

O enigma de feminilidade é seu corpo. Um corpo que mestrua, que se altera, que acompanha a lua, que gera e amamenta. Um corpo que dá prazer ao homem, mas que dá também lassidão, e no qual ele precisa entrar fisicamente sem ter conhecimento daquilo que abriga em seu interior... O corpo da mãe, gêmea da terra, é o mistério da natureza...

Coisa demais, convenhamos. Contra esse excesso, o homem sempre reagiu misturando ao seu desejo uma sólida dose de pavor...

 

Ronaldo de Mattos - Psicanalista Clínico

em 19/05/2013

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