Psicólogo / Psicanalista Clínico ABMP Nº 04909-09
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Desejo - A atração do amor perigoso
O risco funciona sobretudo como disparador do mecanismo amoroso...

"Se um dia eu cair em teus braços

Ei de me erguer nos sabor dos teus lábios

Me perder nos sussurros e suspiros

Me afogar no doce desejo,no libido 

Entregar meu corpo em momentos tardios

Á prova de fogo,suave e vadio

Mesclando os corpos,musica e poesia

Desejos do corpo,da alma doentia

Da fixação,o ardor,da atração

Do sexo,da vontade,da paixão."

Juliane Gonzaga

 

A atração do amor perigoso não está no objeto em si. Não é ele que atraí, e sim o perigo que representa. A força impulsionadora está no sujeito, todo ele voltado para a busca do risco.

Isso evidentemente não significa que qualquer objeto perigoso seja igualmente atraente.

Ao perigo, devem-se somar os elementos costumeiros da atração. Mas é muito provável que se o mesmo sujeito aparecesse livre de perigo, não despertaria no outro o interesse necessário para levar ao encontro.

Por outro lado, não é dito que se, por exemplo, a moça alcoólatra deixasse de beber, desapareceria o amor de seu companheiro por ela.

Pode até ser, mas o risco funciona sobretudo como disparador do mecanismo amoroso. A longo prazo é excessivamente desgastante e costuma levar à ruptura.

Mesmo porque, em muitas ocasiões nos deparamos com casos semelhantes. Através da pessoa "inconquistável" queremos demonstrar o nosso próprio valor.

Ora, se essa conquista não se realiza ou não se completa, e chega um ponto em que não nos é mais possível acreditar que isso venha a acontecer, a luta é a persistência perdem a razão de ser. O amor que devia nos enaltecer está nos derrubando, e é hora de partir.

Se, entretanto, o apaixonado continuar no seu intento , e inúmeros casos existem de pessoas que não desistem jamais, podemos ter certeza de que a situação não lhe é tão dolorosa quanto parece, e quanto ele próprio acredita ser. De alguma maneira, ele está se satisfazendo com a relação.

Ninguém fica em uma relação a não ser que ela preencha, e em boa medida, os seus desejos... Esta é a única razão que nos prende a outra pessoa. Nosso coração é bem mais mercantilista do que parece. Por pior e mais conflitado seja que seja o amor, só o manteremos vivo se nos dá lucro.

"O amor", dizia Benjamin Constant, "é o mais egoísta de todos os sentimentos". O equivoco está em procurar esse lucro apenas nos prazeres mais evidentes.

É justamente a antevisão desse lucro que nos empurra para o amor perigoso a partir do momento em que a centelha da atração já aconteceu. As pessoas que nos deixam indiferentes não nos parecem perigosas, por mais loucas, alcoólatras ou delirantes que sejam. O perigo está somente naquelas que nos atraem irresistivelmente, mas com poucas possibilidades de dar certo.

O amor perigoso pode até ser uma boa oportunidade para revermos nossos conceitos de amor... Acho que bem poucas pessoas escolheriam "apagar" os romances tormentosos que atravessaram... Isso porque existem amores importantes de serem vividos que simplesmente não nasceram para dar certo...

Mas que podem nos preparar para outros mais felizes...

 

Ronaldo de Mattos - Psicanalista Clínico

em 19/05/2013

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