Psicólogo / Psicanalista Clínico ABMP Nº 04909-09
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Fatos Históricos II - Guerra Mundial
Nesse debate, Freud interveio de maneira magistral para demonstrar a superioridade da psicanálise sobre todos os outros métodos.

No fim da Primeira Guerra Mundial, a discussão sobre o caráter traumático das afecções psiquicas foi relançada, com o aparecimento das neuroses de guerra. Freud foi então confrontado pelo seu velho rival Julins Wagner - Jaurgg, acusado de ter submetido soldados julgados, a simuladores e inúteis tratamentos elétricos.?

Nesse debate, Freud interveio de maneira magistral para demonstrar a superioridade da psicanálise sobre todos os outros métodos. Com o desmoronamento do Império austro-húngaro, Berlim se tornou a capital do freudismo, como provou a criação do Berliner Psychoanalytisches Institut (BPI), e as numerosas atividades do Instituto de Frankfurt em torno de Otto Fenichel e da "esquerda frediana".

Nos anos 1920, Freud publicou três obras fundamentais, através das quais definiu sua segunda tópica e remanejou inteiramente sua teoria do inconsciente e do dualismo pulsional: Mais - além do princípio de prazer (1920), Psicologia das Massas e analise do eu (1921), O eu e isso (1923). Esse movimento de reformulação conceitual já começara em 1914, quando da publicação de um artigo dedicado à questão do narcisismo.

Freud, cada vez mais pessimista quanto ao futuro da humanidade, publicou vários artigos entre 1921 e 1933 dentre eles: "A questão da analise leiga", "O futuro de uma Ilusão", "O mal - estar na cultura". Em intercâmbio com Albert Einstein (1879 - 1955), enfatizou que o desenvolvimento da cultura era sempre uma maneira de trabalho contra a guerra.

Entre 1929 e 1939, manteve uma crônica de seus encontros (Kïirzeste chronik, Crônicas brevíssima), que seria publicada por Michael Mohnar em Londres, em 1992. Freud não tinha nenhuma ilusão sobre a maneira como o nazismo tratava os judeus e a psicanálise: "Como homem verdadeiramente humano, escreveu Zweig, ele estava profundamente abalado, mas o pensador não se surpeendia absolutamente com a espantosa irrupção da bestialidade"

No começo do mês de setembro de 1939, escutava a rádio todos os dias. Aos seus familiares, que lhe perguntavam se aquela seria a última guerra, respondia: Será minha última guerra". Iniciou então a leitura de Peau de Chagrin de Honoré de Balzac (1799 - 1850).

"É exatamente disso que preciso, disse, este livro fala de definhamento e de morte por inanição. Em 23 de Setembro de 1939, às três horas da manhã, depois de dois dias de coma, Freud morreu tranquilamente. Foi a sublime conclusão de uma vida sublime, escreveu Zweig.

 

RONALDO DE MATTOS - PSICANALISTA CLÍNICO


Bibliografia:

ROUDINESCO, Elizabeth; PLON, Michel; "Dicionário de Psicanálise". Editora Zahar; Págs. 272 - 279


 

 

em 30/10/2009

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