Psicólogo / Psicanalista Clínico ABMP Nº 04909-09
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Em busca da felicidade
Queremos ser felizes, sim, mas como? E o que é afinal, essa felicidade que todos falam? Onde está ela, tão procurada? Ansiosos por encontrá-la, poucos se fazem estas perguntas...

Você quer ser feliz. Não só você, como o vizinho, o seu parente, sua amiga, seu chefe, o taxista, a manicure, a Presidenta, todas as pessoas que você conhece, desconhece, ou de quem ouve falar, sonham indiscutivelmente em alcançar idêntica meta; a felicidade.

Queremos ser felizes, sim, mas como? E o que é afinal, essa felicidade que todos falam? Onde está ela, tão procurada? Ansiosos por encontrá-la, poucos se fazem estas perguntas, e menos ainda se esforçam por respondê-las. ?

Na procura da felicidade convêm, antes de mais nada, situá-la no nosso meio, ver, junto a nós, onde ela se encontra, para em seguida ir buscá-la.

Procurando pela felicidade no nosso meio, descobriremos de imediato uma contradição surpreendente. Por um lado a sociedade nos diz alto e bom som que o dinheiro não traz felicidade. Pelo outro nos repete constantemente e em todas as variantes que só tendo dinheiro poderemos ser felizes.

Ela não diz isso abertamente, não fala muito na palavra dinheiro, prefere usar a palavra economia, a palavra vantagem, a palavra bens, a todas as variantes da palavra posse.

A verdade é que a maioria das pessoas não é exatamente feliz. O que não equivale a ser infeliz. E aqui precisamos afinal tentar definir, ainda que de forma aproximada e, talvez, involuntariamente nebulosa, o que é a felicidade.

Felicidade não é alegria, embora possam andar juntas. O ser sempre alegre, esfuziante, brincalhão, pode no fundo não ser feliz. E uma pessoa feliz pode, por profunda consciência do mundo e de seus problemas, não ser alegre.

A felicidade, creio, é a proximidade de um conhecimento maior de si e dos outros, a possibilidade de uma maior integração no universo.

Felicidade e paz interior são irmãs, ou são a mesma coisa, não tenho certeza. E por paz não se entenda o acomodar-se bovino, mas aquela espécie de serenidade que se alcança não ao dominar os próprios conflitos, mas ao conviver plenamente com eles (ou ao aprender a conviver com eles).

Felicidade é de alguma maneira, sabedoria. Mas há graus de felicidade, assim como há graus de sabedoria, podendo uma pequena felicidade corresponder a uma pequena sabedoria. Por isso a felicidade não é propriamente alegre. Porque o ser feliz é um ser reflexivo, voltado para a compreensão do mundo, que do mundo absorve não só a beleza como a miséria.

O ser feliz é aquele mais generoso, de alma aberta não só para si, como para os outros.

Uma das tendencias naturais está em crer que o amor faz felicidade. Eu disse "naturais", mas não tenho muita certeza de que seja exatamente natural. Talvez sejamos condicionados a pensar assim. Afinal, os contos de fada colocam a felicidade no dorso do cavalo branco que traz o príncipe encantado, os heróis casam para serem felizes para sempre, a mocinha do romance fica feliz quando encontra o mocinho, e a novela acaba quando todos os pares afinal se emparelham.

Acreditamos que seremos felizes na medida que fomos amados, e colocamos todo nosso potencial a serviço da busca desse amor. Mas, na maioria das vezes, quando o amor finalmente é encontrado percebemos desolados que a felicidade não veio com ele.

Amor maior começa no amor a si mesmo. Amor que se comunica e derrama sobre a natureza, os outros seres, a vida. Quem é feliz ama a vida, através de seu amor pelos outros dificilmente o amor/parceiro terá a possibilidade de alcançar sua plenitude e de se constituir naquele grande amor com que sonhamos, capaz de fazer-nos felizes para sempre.

Hoje é o dia dos namorados, encontre antes de tudo com você e faça uma reflexão sincera sobre os valores que estão seu namoro.

Bom encontro com você mesmo...

 

Ronaldo de Mattos - Psicanalista Clí

Você quer ser feliz. Não só você, como o vizinho, o seu parente, sua amiga, seu chefe, o taxista, a manicure, a Presidenta, todas as pessoas que você conhece, desconhece, ou de quem ouve falar, sonham indiscutivelmente em alcançar idêntica meta; a felicidade.

Queremos ser felizes, sim, mas como? E o que é afinal, essa felicidade que todos falam? Onde está ela, tão procurada? Ansiosos por encontrá-la, poucos se fazem estas perguntas, e menos ainda se esforçam por respondê-las.

Na procura da felicidade convêm, antes de mais nada, situá-la no nosso meio, ver, junto a nós, onde ela se encontra, para em seguida ir buscá-la.

Procurando pela felicidade no nosso meio, descobriremos de imediato uma contradição surpreendente. Por um lado a sociedade nos diz alto e bom som que o dinheiro não traz felicidade. Pelo outro nos repete constantemente e em todas as variantes que só tendo dinheiro poderemos ser felizes.

Ela não diz isso abertamente, não fala muito na palavra dinheiro, prefere usar a palavra economia, a palavra vantagem, a palavra bens, a todas as variantes da palavra posse.

A verdade é que a maioria das pessoas não é exatamente feliz. O que não equivale a ser infeliz. E aqui precisamos afinal tentar definir, ainda que de forma aproximada e, talvez, involuntariamente nebulosa, o que é a felicidade.

Felicidade não é alegria, embora possam andar juntas. O ser sempre alegre, esfuziante, brincalhão, pode no fundo não ser feliz. E uma pessoa feliz pode, por profunda consciência do mundo e de seus problemas, não ser alegre.

A felicidade, creio, é a proximidade de um conhecimento maior de si e dos outros, a possibilidade de uma maior integração no universo.

Felicidade e paz interior são irmãs, ou são a mesma coisa, não tenho certeza. E por paz não se entenda o acomodar-se bovino, mas aquela espécie de serenidade que se alcança não ao dominar os próprios conflitos, mas ao conviver plenamente com eles (ou ao aprender a conviver com eles).

Felicidade é de alguma maneira, sabedoria. Mas há graus de felicidade, assim como há graus de sabedoria, podendo uma pequena felicidade corresponder a uma pequena sabedoria. Por isso a felicidade não é propriamente alegre. Porque o ser feliz é um ser reflexivo, voltado para a compreensão do mundo, que do mundo absorve não só a beleza como a miséria.

O ser feliz é aquele mais generoso, de alma aberta não só para si, como para os outros.

Uma das tendencias naturais está em crer que o amor faz felicidade. Eu disse "naturais", mas não tenho muita certeza de que seja exatamente natural. Talvez sejamos condicionados a pensar assim. Afinal, os contos de fada colocam a felicidade no dorso do cavalo branco que traz o príncipe encantado, os heróis casam para serem felizes para sempre, a mocinha do romance fica feliz quando encontra o mocinho, e a novela acaba quando todos os pares afinal se emparelham.

Acreditamos que seremos felizes na medida que fomos amados, e colocamos todo nosso potencial a serviço da busca desse amor. Mas, na maioria das vezes, quando o amor finalmente é encontrado percebemos desolados que a felicidade não veio com ele.

Amor maior começa no amor a si mesmo. Amor que se comunica e derrama sobre a natureza, os outros seres, a vida. Quem é feliz ama a vida, através de seu amor pelos outros dificilmente o amor/parceiro terá a possibilidade de alcançar sua plenitude e de se constituir naquele grande amor com que sonhamos, capaz de fazer-nos felizes para sempre.

Hoje é o dia dos namorados, encontre antes de tudo com você e faça uma reflexão sincera sobre os valores que estão seu namoro.

Bom encontro com você mesmo...

 

Ronaldo de Mattos - Psicanalista Clínico

nico

em 21/10/2013

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