Psicólogo / Psicanalista Clínico ABMP Nº 04909-09
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Intimidade da qual falamos...
Um amor pode ser intenso, sem ser intimo. Fazer sexo juntos não implica forçosamente em intimidade. Não naquela intimidade de sentimentos à qual a gente está se referindo...

Intimo, muitas pessoas pensam que é de muita gente. "Amigo intimo", dizemos de qualquer pessoa que frequentou algumas vezes a nossa casa. E basta chamar o outro de "você" para estar lhe dando intimidade.

A intimidade da qual falamos, porém, é coisa muito diferente. Tão diferente que quem realmente a tem não o diz. Mesmo porque não precisa.

Um amor pode ser intenso, sem ser intimo. Fazer sexo juntos não implica forçosamente em intimidade. Não naquela intimidade de sentimentos à qual a gente está se referindo.

E embora um casal chegue até mesmo a usar a mesma escova de dente, pode, no fundo, não ter intimidade nenhuma. Aliás, grande parte dos casamentos não a tem, nem nunca a teve.

Que intimidade é essa então? Ela começa no desejo de realmente conhecer o amado, e profundamente dar-se a conhecer. Pudor nenhum pode barrar-lhe o passo.; Nem medo. E se estabelece aos poucos, à medida em que os amantes se interpenetram.

Intimidade não é invasão. Não é comportamento persecutório que prenda nossos dentes no calcanhar da amada ou amado, tentando arrancar-lhe todo fiapo de privacidade. Intimidade é justamente saber respeitar a privacidade do outro, conhecendo, porém, o material de que é feito.

Intimidade é também aquilo que nos vem do reconhecimento e aceitação dos defeitos, nossos e dela. Um conhecimento que elimina a necessidade de esconder-se, a tentação de qualquer fingimento. Não é preciso fingir, se o outro nos ama exatamente pelo que somos.

Há casais que não aguentam a intimidade, não querem se ver frente a frente, preferem não falar dos seus problemas mais profundos. Então fingem não tê-los. Protegem-se na rotina, nas conversas de superfície, nos gestos sem atrito.

Ou então rodeiam-se de amigos, estabelecem uma vida em turbilhão, que não deixe vaga para reflexões, que não permita longos encontros em solidão.

Por isso digo, que um amor pode ser intenso sem ser intimo. A intimidade não é indispensável ao amor/paixão. Mas o é ao amor/vida, aquele amor que se pretende mais sólido do que apenas uma labareda, que se quer responsável.

Ronaldo de Mattos - Psicanalista Clínico

em 23/10/2013

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