Psicólogo / Psicanalista Clínico ABMP Nº 04909-09
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Falta diálogo...
Nos relacionamentos, a dificuldade masculina é bem maior... Falta diálogo, e o relacionamento acaba, porque para se relacionar, é preciso se conhecer...

Nos relacionamentos, a dificuldade masculina é bem maior... Falta diálogo, e o relacionamento acaba, porque para se relacionar, é preciso se conhecer... E o homem ainda não conseguiu resolver isso... Nunca houve tanta separação e dificuldade entre os sexos, seja no casamento, no local de trabalho e na cultura de um modo geral... 

Quando negamos as emoções, elas não desaparecem, e ainda ficam mais perigosas...

Eu te amo... É o que a gente mais ouve não é? "Eu te amo tanto quanto posso dentro das minhas limitações dessa relação e desse momento de vida, dentro das minhas próprias limitações, dos meus medos e dos meus fechamentos."

A gente ouve: "Eu te amo totalmente, para sempre, sem que nada, antes ou depois do nosso encontro, sugere esse sentimento..." Ele ou ela fala de si, e nós ouvimos o cosmos... Ele ou ela fala do hoje, e nós entendemos o eterno...

A culpa é nossa, então, por ouvirmos errado? Não. Ele ou ela também, ao falar dentro da sua pequena dimensão humano, está se iludindo com as grandes medidas... Ao dizer "eu te amo", assumem o papel do (a) grande amante, torna-se o amor absoluto encarnado...

Vida e morte são biológicas... Independem da nossa participação, embora nos façam e desfaçam... Lutamos para nascer, é verdade, mas não nos é permitida a escolha do não nascer, não podemos nos negar a vir ao mundo...

O mesmo acontece com a morte, por mais que a gente se negue a morrer, ou mesmo quando, no caso contrário nos suicidamos, estamos apenas adiantando um desfecho que aconteceria de qualquer maneira, independente da nossa vontade... Vida e morte são indissolúveis, uma não existe sem a outra, forma um todo...

E um todo de absoluta unicidade... Ninguém nasce ou morre mais de uma vez... Pois mesmo nas teorias da reencarnação a lembrança da vida anterior é apagada, recomeçando o ciclo como se fosse pela primeira vez... Isso faz com que a vida e morte sejam absolutas...

O amor é basicamente psicológico, sentimento gerado por nossos desejos, nossas necessidades afetivas, nossas projeções... Começa ai toda a diferença em relação à noção de absoluto... O amor que é absoluto para mim pode não sê-lo para a pessoa ao qual é dirigido...

O ser do sujeito é interessante... Sempre desejamos... Sempre buscamos alguma coisa...

É natural em nós o desejo, é natural que a satisfação seja de momentos... Assim sempre nos reinventamos... Um processo sempre de encontros e desencontros também...

Ronaldo de Mattos - Psicanalista Clínico

em 23/10/2013

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