Psicólogo / Psicanalista Clínico ABMP Nº 04909-09
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Casar!!!! Quem não gostaria...
Será então que todos nós suspiramos apenas por um rosto? Suspiramos por fantasmas, por truques? Não, suspiramos por um ideal...

Quem não gostaria de casar Com um Tom Cruise, Leonardo DiCaprio, Johnny Depp, Brad Pitt, Will Smith, Bradley Cooper, George Clooney, Gerard Butler e por ai vai...

Mas vamos pensar em um Robert Redford como exemplo de galã de cinema, esquecendo que seu rosto foi escolhido pelos caçadores de talentos entre milhares, que é ajudado por visagistas, esteticistas, eventuais cirurgiões plásticos, pela iluminação especial, pela câmara que nunca se detém sobre o perfil pior e que esconde um ligeiro ricto do lábio quando ele fuma.

Mas a mesma mulher que suspira no cinema escuro, enquanto Robert Redford diz coisas absolutamente sedutoras para a heroína do filme, não concederia nem um olhar para o homem maio calvo, meio barrigudinho, meio marcado de rugas e, apesar de toda a sua sensibilidade, o autor do script não corresponde ao ideal romântico que Redford personifica.

Será então que todos nós suspiramos apenas por um rosto? Suspiramos por fantasmas, por truques? Não, suspiramos por um ideal. Num momento de fantasias e devaneios, que os pais certamente não aprovariam, podemos até ter sonhado em casar com um ator ou uma atriz, muitas mulheres possivelmente casaria com um gênio pobre com o qual partilharia levezas na alma e gemidos no estomago.

Mas este era assim mesmo gênio idealizado, um pálido pintor que a amaria sob os tetos de Paris, ou um poderoso maestro que acompanharia em tournées pelo mundo carregando partituras e batutas.

Nunca um gênio real, como Charles Chaplin que o pai de Oona bem que não queria que ela se casasse com ele, ou irascível como Picasso. Nunca um ser humano verdadeiro, com seu farto carregamento de defeitos. E suspirando pelo ideal, você pode estar deixando passar homens ótimos, bem ao seu lado.

Tenho uma amiga que dizia não existir na faculdade onde estudava rapaz nenhum para ela. Não pensava em dar bola para aqueles garotinhos universitários ainda cheirando a leite, que iam precisar de uma vida inteira antes de virar gente.

Estava interessada em homens, homens de verdade. E encontrou alguns. Casados, casos que não duraram muito, que foram mais para o tumultuado do que o prazeroso.

Depois o tempo de estudar acabou, fui tratar da minha vida, minha amiga seguiu para a dela, deixamos de nos ver. Sabia dela de vez em quando, sempre agitada, viajando muito, talvez procurando o famoso homem que serviria.

Recentemente soube que o encontrou. Casou-se com um sujeito, me disseram que é excelente, ex-colega de faculdade, um daqueles garotos cheirando a leite com quem não se dignava na época, a tomar nem uma Coca-cola.

Ela ganhou experiência, é verdade, e foi melhor as coisas terem ocorrido assim do que se ela tivesse namorado o tal colega ainda no tempo da faculdade, tivesse noivado e casado com ele sem conhecer coisa alguma da vida.

Ou mesmo é provável que, se tivessem namorado naquela época, a coisa não desse certo, porque nenhum dos dois tinha a maturidade que tem hoje. O que eu quero não é dizer que se deve pular em cima do vizinho, só porque ele é o vizinho com o pensamento de que “mais vale um pássaro na mão do que dois voando”.

Nada disso. O que eu pretendo é simplesmente mostrar que às vezes, e muitas vezes, o homem que você nem considera pode ser exatamente o melhor. Assim como temos ideais formados, temos também, lá no fundo, protótipos negativos.

Então o melhor a se fazer é olhar com mais atenção pra dentro de nós e passarmos a observar quais são nossos desejos e pensar por que... 

Ronaldo de Mattos - Psicanalista Clínico

em 23/10/2013

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