Psicólogo / Psicanalista Clínico ABMP Nº 04909-09
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O diagnóstico e suas falhas humanas
Minha forma de analisar a questão é que a dificuldade esta no diagnóstico e na forma de tratamento pós diagnóstico...

Estava conversando com uma pessoa sobre o diagnóstico de borderline de uma amiga em comum. Interessante a observação dela sobre até o diagnóstico desta pessoa ela se comportava muito bem com algumas variações de humor, mas, bem aos olhos da família.

Na impressão dela o que veio a fazer o quadro dessa amiga com borderline ser alterado foi com a entrada dos medicamentos e as visitas incessantes aos psiquiatras e psicólogos.

Com essa agitação toda, com as variações de humor tanto em relação ao estado em si, como os efeitos dos medicamentos altera muito o emocional dos pacientes, o desgaste da família, tanto no sentido emocional como financeiro. Podem causar essas impressões a qual ela fez menção.

Minha forma de analisar a questão é que a dificuldade esta no diagnóstico e na forma de tratamento pós diagnóstico.

Vejamos alguns exemplos típicos e que acontecem no dia a dia com a maioria de nós. Depois de tentar se matar e ser internada em uma clínica psiquiátrica, Monique Evans recebeu “um novo diagnóstico”: sofre de transtorno borderline. http://noticias.r7.com/saude/fotos/internacao-psiquiatrica-como-de-monique-evans-so-se-justifica-com-risco-de-vida-ou-surto-dizem-medicos-09102013#!/foto/1

Pessoas com esse distúrbio têm dificuldade de relacionamento, além de sofrerem oscilações de emoções, sentimentos e sensação de vazio, é possível internar uma pessoa se for “risco para a vida dela, de outra pessoa ou em quadros de surto psicótico”. Isso ocorre na minoria dos casos de pessoas que sofrem com esquizofrenia, transtorno bipolar e depressão etc.

A intenção é a tentativa de estabilizar o paciente, claro que as pessoas que vêem tal cena se sentem totalmente impotentes diante da situação, afinal, estamos falando de uma pessoa que amamos e está neste estado de surto.

O que percebemos é o cansaço geral no meio deste seguimento em especial da saúde publica, a começar dos auxiliares de segurança, auxiliares de limpeza, técnico de enfermagem, agentes sociais, enfermeiros e Médicos.

Todos sem exceção cansada devido a uma rotina tensa e cheia de emoções no ar. Alguém pode pensar que a área da psiquiatria, psicologia e psicanálise é uma área mais leve ou mesmo que não demanda tanto trabalho, e que na saúde em geral, se encontra a grande questão do desgaste.

Minha opinião é que sem duvida que a área da saúde precisa de saúde, mas em especial a área que trabalha com a mente humana está carecendo de apoio e infra-estrutura em todo o Brasil.

Mas vamos voltar aos diagnósticos que de certa forma refletem como está à saúde dos profissionais da área.

Outro caso interessante de se perceber é o caso do ator Maurício Mattar, diagnosticado com bipolaridade. A pessoa pode demorar até dez anos para descobrir o diagnóstico do transtorno bipolar. Isso ocorre porque os sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças, como a depressão, por exemplo.

— Quando os sintomas do transtorno aparecem de maneira brusca, fica mais “fácil” identificar e tratar. Mas quando esses sintomas se “arrastam” por anos e surgem aos poucos, fica mais difícil identificar a doença.

Depois de sofrer anos com as frequentes oscilações de humor, Maurício Mattar resolveu buscar ajuda médica e afirma que hoje seus relacionamentos “estão maravilhosos”.

Diagnosticado com transtorno bipolar, há dois anos, o ator frequenta o psiquiatra, toma remédio e faz terapia. Com o tratamento, ele garante: “nada mais me tira do sério”. Segundo a ABTB (Associação Brasileira de Transtorno Bipolar), estima-se que pelo menos dois milhões de brasileiros sofrem do transtorno.

http://noticias.r7.com/saude/com-transtorno-bipolar-mauricio-mattar-toma-remedios-e-diz-nada-mais-me-tira-do-serio-27062013

Há pouco tempo foi escrito um livro com uma boa intenção, VOCÊ PODE ME OUVIR, DOUTOR?

Autor: COELHO FILHO, JOAO MACEDO

Autor: LEITE, ALVARO JORGE MADEIRO

Editora: SABERES EDITORA

Assunto: MEDICINA E SAÚDE

Este livro é uma obra que pretende lembrar ao médico, mediante cartas de outros profissionais, que a capacidade de curar pode começar com a capacidade de ouvir.

Rubem Alves diz que a gente ama quem ouve bonito e que todo mundo quer aprender a falar. Mas ninguém quer aprender a ouvir.

Este livro é um convite para profissionais da saúde, escrito por outros profissionais que viveram a experiência de que a cura começa na capacidade de ouvir e na disponibilidade interior de ser o intérprete das necessidades de quem está numa cadeira à sua frente.

E pensando nestes pontos que se torna importante o trabalho desenvolvido em parceria com os pacientes, afinal quem está sentindo os sintomas e irá sentir a melhora são eles.

E pensando nisto, nada melhor deixarmos de lado a arrogância do saber médico e aprendermos a desenvolver um trabalho de parceria para a melhora de quem está a sua frente.

Em meu site desenvolvo o atendimento Online, através do skype pensando exclusivamente nos famíliares que se sentem presos em suas tensões e medos em relação ao que está acontecendo com seus filhos e filhas, medo de não conseguir ajudar a tempo ou mesmo não saber como ajudar os filhos.

A intensão é fazer com eles um analise sobre suas vidas, suas dores e assim atráves das suas próprias analises poderem compreender melhor, e por fim, ajudar a contento seus familiares, ao mesmo tempo poder trabalhar de perto com os profissionais da saúde.

No Brasil não temos nenhum Instituto sério e independente para aprofundar em pesquisas sérias sobre todo tipo de assunto que envolva a saúde, a segurança, a educação e tudo mais que envolve o interesse da sociedade como um todo.

Então o melhor que se tem a fazer, em vez de gastar seu dinheiro sofrido passando por um profissional e tendo um diagnóstico errado é não acreditar em um único diagnostico, procure outras opiniões, procure as pesquisas que estão sendo feitas a respeito do assunto.

Sobre o Borderlaine? Não há um consenso quanto ao uso de farmacoterapia nestes pacientes. Alguns autores consideram que, como o papel biológico no desenrolar do transtorno ainda não é bem definido, seria melhor não se usar psicofármacos.

No entanto, a prática clínica demonstra que o uso de medicação pode ser bastante útil, dependendo do caso. O alívio de sintomas muito intensos (psicóticos, depressivos, dissociativos, ansiedade, ideação suicida) funciona como proteção e base para as demais formas de tratamento.

Tratando-se de transtorno crônico e complexo, o tratamento inclui várias modalidades de intervenções, que devem ocorrer de maneira integrada. É preciso alternar firmeza e flexibilidade, de acordo com a evolução de cada paciente.

O diagnóstico é feito através de características do transtorno, observadas por um psicólogo ou psiquiatra, e por experiências relatadas pelo individuo. É importante fazer exames fisiológicos, como hemograma e sorologia, para a exclusão de outras doenças.

O diagnóstico da síndrome de Borderline pode ser longo e complexo. Devido à semelhança com outras síndromes, é muito raro obter o diagnóstico precoce dessa doença.

Profissionais, familiares e o próprio paciente devem estar preparados para progressos e retrocessos, momentos de harmonia e crescimento intercalados com graves crises inesperadas. A médio e longo prazo, o saldo é positivo e gratificante quando se mantém expectativas realísticas.

Se houver condições financeiras o ideal seria que a família como um todo fizessem terapia para esclarecer duvidas, falar de seus medos e culpas e ter um ponto onde possam simplesmente chorar e ser consoladas.

Ronaldo de Mattos - Psicanalísta Clínico

em 10/11/2013

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