Psicólogo / Psicanalista Clínico ABMP Nº 04909-09
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A rotina de compromissos e os afazeres...
Ele é calorento, sufoca de baixo da mais leve colcha, quer janelas abertas, cortinas esvoaçantes. Ela está sempre na Sibéria, tiritando debaixo de cobertores, protegida por meias e agasalhos...

Uma das grandes questões de desencontro dos casais é o de se entenderem no dia-a-dia com seus parceiros. Seja no que for e principalmente na questão sexual o desencontro está armado.

Algumas das brigas de casais acontecem principalmente pela falta de encontro afetiva e sexual.

A rotina de compromissos e os afazeres, misturada com a agenda lotada com os deverem semanais da casa, dos filhos e dos familiares deixam os casais frágeis diante do próprio relacionamento.

Ele é calorento, sufoca de baixo da mais leve colcha, quer janelas abertas, cortinas esvoaçantes. Ela está sempre na Sibéria, tiritando debaixo de cobertores, protegida por meias e agasalhos, só a ponta do nariz aparecendo como um periscópio.

Mas é à noite, de volta de um programa alta madrugada, depois de muita conversa e alguma bebidinha, que ela esta acesa para o amor, ansiosa para prolongar em abraços a noitada, enquanto ele, morto de cansaço está momentaneamente convencido de que ser bom de cama é deitar e dormir.

Haveria algum erro básico neste casamento? Nenhum. Apenas, sendo exigência do casamento que ele se realize entre duas pessoas, vemos aí duas pessoas no modesto exercício das exigências físicas.

Não é por achar a manhã bonita que ele acorda tão alegre. Nem por detestar a luz do sol, como um vampiro, que ela se nega a acordar. O fenômeno é inverso. Ele gosta da manhã porque já abriu os olhos cheio de disposição.

E ela não os abre, ignorando os apelos do dia, porque seu organismo não está disposto. Trata-se simplesmente de uma questão de tônus vital. O dele é alto de manhã (e é provável que à noite seja um desastre), enquanto o dela é mais baixo.

Ou então ela necessita de mais sono do que ele, e ainda não está estruturada para isso, e o próprio casal criaria um descompasso ainda mais difícil de contornar.

O mesmo vale para o frio e calor. O magro é mais friorento que o gordo, e o de pressão alta sente mais calor que o de pressão baixa.

E o mesmo vale para o amor.

No amor a coisa complica um pouco. Porque embora seja uma função tão física quanto qualquer outra, vem revestida de poderosos envolvimentos psíquicos e afetivos.

Se a gente oferece um copo d’água a alguém, e este alguém diz que não está com sede, tudo bem. Mas se a gente oferece sexo ao nosso alguém e ele diz que não está com vontade, tudo mal. Não esperamos, não desejamos ver negado nosso impulso.

No entanto o outro também não deseja fazer sexo quando está com sono, quando está cansado (a), quando simplesmente não está com vontade. Não deseja se submeter. Deseja participar. E participar é impossível quando o físico não ajuda.

Então, para um não se submeter nem o outro se prive, o melhor em matéria de sexo, é procurar a fórmula que atenda aos dois. Se for à noite, que seja cedo, antes dos programas (uma amiga minha utilizava com sucesso a hora em que, cegando do trabalho e tomado um chuveiro, ele deitava para um pequeno repouso).

Se for de manhã, não precisa ser ao alvorecer. E, sobretudo, pode-se explorar uma vasta gama de horários inesperados, com a vantagem, para ambos, de estimular o senso lúdico, a criatividade e, consequentemente, a criatividade.

Ronaldo de Mattos - Psicanalista Clínico

em 21/11/2013

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