Psicólogo / Psicanalista Clínico ABMP Nº 04909-09
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A Mistura da fé com a Psicanálise
Muitos locais do Brasil estão em processo migratório de lideres religiosos protestante para a Psicanálise, o fato é que não se tem uma posição clara do que estão buscando...

Muitos locais do Brasil estão em processo migratório de lideres religiosos protestante para a Psicanálise, o fato é que não se tem uma posição clara do que estão buscando. Talvez uma forma de se sustentar sem maiores envolvimentos com as Instituições, as quais em muitos casos são mantenedoras responsáveis por seu sustento e de sua família. 
Neste caso é louvável que seja esta uma busca de sua independência financeira e liberdade para outras direções existenciais.
O que chama atenção para outra direção; é a mistura entre Teologia, Neurologia, Psicologia, Filosofia e Psicanálise. Não há mal usar os pilares de cada ciência para fazer uma reflexão, acredito ser louvável e importante para uma boa leitura da sociedade em que vivemos. O mal está, quando há um sincretismo sem limites, desrespeitando cada área mencionada e não tendo uma abordagem clara e criteriosa que produza reflexão no meio da sociedade.
As discrepâncias estão quando se faz uso de uma “técnica” sem “técnica”, para fim que não são e não podem ser nunca chamadas de técnica Psicanalítica.
Uma das primeiras discussões sobre religião no âmbito da Psicanálise foi trazida por Freud, que a considerou como remédio ilusório contra o desamparo. A crença na vida após a morte estaria embasada no medo da morte, análogo ao medo da castração e a situação à qual o ego estaria reagindo é a de ser abandonado.
Atualmente, a experiência espiritual – religiosa deixou de ser considerada fonte de patologia e, em certas circunstâncias, passou a ser reconhecida como provedora do reequilíbrio e saúde da personalidade.
È fato que o olhar de Freud não estava errado, mas, direcionado a uma única visão. Quando analisamos a questão religiosa e sua manifestação de fé, temos duas linhas que apontam em direções opostas.
O Psicólogo ou Psicanalista devem discutir temas relacionados à espiritualidade com seus pacientes/clientes? Quais são os limites entre o psicólogo, psicanalista e o paciente que consideram temas espirituais e religiosos?
Estas são algumas das perguntas que norteiam discussões éticas recentes sobre o tema. A inclusão da categoria “problemas religiosos ou espirituais” como uma categoria diagnóstica inserida no DSM – IV reconhece que os temas espirituais – religiosos podem ser o foco da consulta e do tratamento psiquiátrico – psicológico.
Uma recomendação para os profissionais é que perguntem rotineiramente sobre a espiritualidade e a religião ao conduzirem a história (anamnese) de seus pacientes.
Na Psicologia ou Psicanálise, integrar dimensões espirituais e religiosas dos pacientes durante a psicoterapia requer profissionalismo ético, alta qualidade de conhecimento e habilidade para alinhar as informações coletadas sobre crenças e valores ao beneficio do processo terapêutico.
Alguns achados empíricos mostram que pacientes adotam (são convertidos) os valores dos psicoterapeutas (especialmente valores morais, religiosos e políticos), revelando sérios problemas éticos, tais como: redução da liberdade do paciente (cliente), violação do contrato terapêutico, falta de competência e perda da neutralidade do terapeuta.
A Associação Psiquiátrica Americana produziu um guia que incita os terapeutas a compreender e manter respeito empático para abordar as crenças religiosas dos pacientes, reforçando que o treinamento adequado do terapeuta, a compatibilidade ou transferência terapeuta – paciente, a atenção à pessoa e não apenas à doença, e a busca da compreensão empática podem reduzir a ocorrência da conversão de valores éticos associados.
Resumindo, os psicoterapeutas e psicanalistas devem estar confortáveis com os pacientes que levantam questões existenciais e espirituais. Examinar às crenças espirituais e religiosas pode ser útil no processo psicoterápico. É uma necessidade terapêutica e um dever ético respeitar essas opiniões, devendo haver empatia, assim como continência em relação a realidade que o paciente traz, ainda que os terapeutas não compartilhem das mesmas crenças.
Outra linha é o uso da Teologia fora dos púlpitos em divãs, trazendo meios litúrgicos de rituais religiosos para o set terapêutico, e assim contribuindo para a desmoralização de uma técnica, método e teoria Psicanalítica.

Ronaldo de Mattos – Psicanalista Clínico

em 01/01/2010

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