Psicólogo / Psicanalista Clínico ABMP Nº 04909-09
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VIKTOR FRANKL, O SALMISTA MODERNO
O amor próprio, quando ancorado em áreas mais profundas, espirituais, não pode ser abalado por uma situação de tremendo sofrimento

 

VIKTOR FRANKL, O SALMISTA MODERNO

 

O austríaco Viktor Emil Frankl (1905 —1997) conseguiu passar por cima de muito impossíveis. Antes de ser levado para o campo de concentração de Theresienstadt em setembro de 1942, Frankl, aos 37 anos, já tinha um doutorado em medicina e era um conhecido e respeitado neurologista e psiquiatra. Depois de passar por outros campos de concentração, inclusive Auschwitz, e ser libertado pelo exército americano em abril de 1945, Frankl tornou-se chefe do Departamento de Neurologia do Hospital Policlínico de Viena e doutorou-se em filosofia. Valendo-se de sua própria experiência, fundou a logoterapia, muitas vezes chamada de “terceira escola vienense de psicoterapia” (depois da psicanálise de Freud e da psicologia individual de Adler).

 

Em seu mais famoso livro , “Em Busca de Sentido”, com mais de 9 milhões de exemplares vendidos, Viktor Frankl explica a razão de sua sobrevivência:

“Não há dúvida de que o amor-próprio, quando ancorado em áreas mais profundas, espirituais, não pode ser abalado por uma situação de tremendo sofrimento”.

 

Veja aqui algumas extraídas de sua mais famosa obra, publicada em alemão em 1945.

 

Sobre a arte de viver

 

• Não procurem o sucesso. Quanto mais o procurarem e o transformarem num alvo, mais vocês vão errar. Porque o sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de uma dedicação pessoal a uma causa maior do que a pessoa, ou como subproduto da rendição pessoal a outro ser.

• A vontade de humor -- a tentativa de enxergar as coisas numa perspectiva engraçada -- constitui um truque útil para a arte de viver.

• Com o fim da incerteza chega também a incerteza do fim.

• Quem não consegue mais acreditar no futuro -- seu futuro -- está perdido num campo de concentração.

• O prazer é e deve permanecer efeito colateral ou produto secundário. Ele será anulado e comprometido à medida que se fizer um objetivo em si mesmo.

• O ser humano é um ser finito e sua liberdade é restrita.

 

Sobre o sentido da vida

• Ouso dizer que nada no mundo contribui tão efetivamente para a sobrevivência, mesmo nas piores condições, como saber que a vida da gente tem um sentido.

• O que o ser humano realmente precisa não é um estado livre de tensões, mas antes a busca e a luta por um objetivo que valha a pena , uma tarefa escolhida livremente. O que ele necessita não é a descarga de tensão a qualquer custo, mas antes o desafio de um sentido em potencial à espera de ser cumprido.

• O sentido de vida difere de pessoa para pessoa, de um dia para o outro, de uma hora para outra. O que importa, por conseguinte, nã o é o sentido da vida de um modo geral, mas antes o sentido específico da vida de uma pessoa em dado momento.

• O sentimento de falta de sentido cumpre um papel sempre crescente na etiologia da neurose.

• As pessoas têm o suficiente com o que viver, mas não têm nada por que viver; têm os meios, mas não têm o sentido.

• O niilismo não afirma que não existe nada, mas afirma que tudo é desprovido de sentido.

 

Sobre a arte de sofrer

• Se é que a vida tem sentido, também o sofrimento necessariamente o terá. Afinal de contas, o sofrimento faz parte da vida, de alguma forma, do mesmo modo que o destino e a morte. Aflição e morte fazem parte da existência como um todo.

• Precisamos aprender e também ensinar às pessoas em desespero que a rigor nunca e jamais importa o que nós ainda temos a esperar da vida, mas sim exclusivamente o que a vida espera de nós.

• Deus espera que não o decepcionemos e que saibamos sofrer e morrer, não miseravelmente, mas com orgulho!

• Ninguém tem o direito de praticar injustiça, nem mesmo aquele que sofreu injustiça.

• Quanto mais uma pessoa esquecer-se de si mesma -- dedicando-se a servir uma causa ou amar outra pessoa --, mais humana será e mais se realizará.

• Sofrimento, de certo modo, deixa de ser sofrimento no instante em que se encontra um sentido, como o sentido de um sacrifício.

• O sofrimento desnecessário é masoquismo e não ato heroico.

Sobre o “nem tudo está perdido”

• Se houve um dia na vida em que a liberdade parecia um lindo sonho, virá também o dia em que toda a experiência sofrida no passado parecerá um mero pesadelo.

• O ser humano é capaz de viver e até de morrer por seus ideais e valores.

• O passado ainda pode ser alterado e corrigido.

• Quando já não somos capazes de mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós próprios.

• Quando o paciente está sobre o chão firme da fé religiosa, não se pode objetar ao uso do efeito terapêutico de suas convicções espirituais.

• Uma das principais características da existência humana está na capacidade de se elevar acima das condições biológicas, psicológicas e sociológicas, de crescer para além delas.

• As pessoas decentes formam uma minoria. Mais que isso, sempre serão uma minoria. Justamente por isso, o desafio maior é que nos juntemos à minoria. Porque o mundo está numa situação ruim. E tudo vai piorar mais se cada um de nós não fizer o melhor que puder.

 

Fonte: http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/327/uma-palavra-de-viktor-emil-frankl-para-animar-os-desalentados

 

em 23/12/2013

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