Psicólogo / Psicanalista Clínico ABMP Nº 04909-09
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A busca constante da felicidade
Como toda mulher, muito natural observar que sua felicidade não se encontra apenas em ter os filhos, mas, como sustentá-los...

Amanhã é dia internacional da Mulher, uma comemoração que tem como pano de fundo, trabalhadoras que carregavam dentro de sim um sonho, e porque não dizer: Sonho de felicidade.

Essa data se perde no meio de comemorações seu grande significado simbólico e nos remete a uma reflexão sobre buscar a felicidade e onde encontrá-la.

Como toda mulher, muito natural observar que sua felicidade não se encontra apenas em ter os filhos, mas, como sustentá-los... Alguns homens não entendem porque a mulher tem como principio a segurança seja financeira ou mesmo a segurança emocional como base para um bom relacionamento.

Elas não querem um outro filho, elas esperam um homem, que as ame e ensine o significado real da palavra amor e felicidade.

Você quer ser feliz? Não só você, como seu vizinho, o seu parente, sua amiga, seu chefe, o motorista do táxi, a manicure, a primeira dama, todas as pessoas que você conhece, desconhece, ou de quem ouve falar, sonham indistintamente em alcançar idêntica meta: a felicidade.

Queremos ser felizes, sim, mas como? E o que é afinal, essa felicidade de que todos falam? Onde está ela, tão procurada? Ansiosos por encontrá-la, poucos se fazem estas perguntas, e menos ainda se esforçam por respondê-las.

Nem é fácil a resposta. O conceito de felicidade não é o mesmo para todas as pessoas nem em todos os lugares. Varia de acordo com as civilizações e as crenças, obedecendo à filosofia de vida de cada um. Assim, é pouco provável que a idéia que um parisiense faz de felicidade seja a mesma que dela tem um pescador do Nordeste; ou que um vendedor de rua sonhe em ser feliz da mesma forma que um economista de Wall Street.

Cada qual imagina a felicidade a seu modo, dentro do seu quadro existencial e, sobretudo, dentro daquilo que a sociedade em que vive lhe diz ser a felicidade.

Assim, quando sonhamos em ser felizes à sombra dos coqueiros numa praia dos mares do nordeste estamos realmente sonhando, sem qualquer vínculo com a felicidade real, pois nada nos garante que aquela vida aparentemente idílica seria boa para nós, ou, mais importante, nos traria a felicidade.

Na procura da felicidade convêm, antes de qualquer coisa, situá-la no nosso meio, ver, junto a nós, onde ela se encontra, para em seguida ir buscá-la.

Procurando pela felicidade em nosso meio, descobriremos de imediato uma contradição surpreendente. Por um lado a sociedade nos diz alto e bom som que o dinheiro não traz felicidade. Pelo outro nos repete constantemente e em todas as variantes que só tendo dinheiro poderemos ser felizes.

Ela não diz isso abertamente, não fala muito na palavra dinheiro, prefere usar a palavra economia, a palavra vantagem, a palavra bens, e todas as variantes da palavra posse.

Alunos aplicados, sabemos que não seremos felizes apenas por sermos ricos, mas sabemos igualmente o quanto um belo carrinho novo nos faria felizes.

Temos certeza (temos?) de que uma casa com piscina não traz em si nenhuma garantia de felicidade, mas temos certeza ainda mais firme de que um bom mergulho no fim do dia só pode acrescentar felicidade à vida de qualquer um.

Enfim, enquanto nos é repetido que a felicidade está nos bens do espírito, nos é vendida uma ilusão de felicidade nos bens de consumo.

Assim, somos obrigados a trabalhar cada vez mais, e com isso, muitas vezes, a pensar cada vez menos, a amar cada vez pior, e a nos afasta cada dia um pouco daqueles famosos bens do espírito, nos quais, em ultima análise, estaria a verdadeira chave da felicidade.

A sociedade então, sem mentir propriamente mas através de indução, acaba por nos encerrar num circulo vicioso. A felicidade está, sim, no bens do espírito. Mas, como dizia Santo Agostinho (seria ele mesmo?) é preciso um mínimo de bens materiais para exercer os bens do espírito, ou seja, por mais rica de espírito que uma pessoa seja, perderá parte dessa riqueza se for despejada pelo senhorio e tiver que ir morar debaixo do viaduto, se um filho arder em febre e não se puder ir ao médico, se a comida não der para toda a família. É preciso, então, um mínimo de conforto material. E nesse ponto, sim, o dinheiro é cúmplice direto da felicidade.

FELIZ DIA DAS MULHERES...

 

Ronaldo de Mattos – Psicanalista Clínico

em 07/03/2014

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