Psicólogo / Psicanalista Clínico ABMP Nº 04909-09
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Envelhecer
As suas marcas aparecem mais fortes no rosto e no corpo das mulheres. As rugas e os cabelos grisalhos emprestam um certo charme aos homens...

O Tempo muda, transforma, cria ciclos. Fala de um fim seguindo de começo. Dia, noite, uma nova estação.
Sai de cena a criança para nascer o adolescente. O adolescente gera o adulto. E desse adulto, nasce um ser humano mais sábio, capaz de tomar as rédeas de seus desejos e de sua vida. Medo de que?  ?

As suas marcas aparecem mais fortes no rosto e no corpo das mulheres. As rugas e os cabelos grisalhos emprestam um certo charme aos homens. Mas às mulheres é quase proibido o uso dos cabelos brancos e o corpo, a uma certa idade, se arredonda. A desvalorização que nossa sociedade atribui à velhice está inscrita na própria língua. As definições para velhos encontradas no dicionário não são as mais lisonjeiras.

Mesmo não sendo mais o Brasil um país tão jovem como se imagina, ainda é como se, aqui, a velhice fosse um pecado mortal.
“O medo de envelhecer tem a ver com o medo do fim, com o terror da morte”. No entanto, a morte se faz notar em todas as coisas que terminam – um trabalho, um romance, um jogo de tranca. E elas trazem sempre a possibilidade de um começo.

Nós envelhecemos mesmo, não há como escapar, o corpo que fica flácido, que se cansa, que não é  mais olhado com desejo – não deixa lugar para a ilusão. Há uma perda e a única saída é viver essa dor. 

Porque a partir dela, e somente dela, é possível tirar a sabedoria do renascimento. Morre à criança, nasce o adolescente esse ciclo vai até que nasça um ser humano sábio, com experiência para dar e vender, um ser humano que pode tirar de sua vivencia maneiras simples de trilhar caminhos antes áridos e desgastantes. 

O envelhecer não nos permite negar a falta, é ai mesmo que está a solução do problema, só o reconhecimento da carência permite assumir o desejo. E isso é o que nos permite nós entregar ao amor.

Quando o outro deixa de ser apenas alguém para seduzir, quando o outro deixa de ser um espelho e passa a ter uma existência real, aí se começa a viver o sentido da doação. 

Abre-se uma possibilidade de plenitude nos relacionamentos, desconhecida até então. E isso não se dá nem nos 20, nem aos 30, nem aos 40 anos. Se dará quando finalmente a pessoa se torne um adulto, em algum tempo deste ciclo da vida...

Ronaldo de Mattos - Psicanalista Clínico

em 17/09/2010

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