Psicólogo / Psicanalista Clínico ABMP Nº 04909-09
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Técnica de Brincar - Visão Psicanalítica
A função do analista de crianças, segundo as proposições kleiniana, seria poder ir ao encontro da angustia, mobilizá-la, receber a criança decodificando em palavras o que ela demonstra...

“Para Klein, assim como as associações dos elementos do sonho adulto levam à descoberta do conteúdo latente (Inconsciente), o mesmo ocorria em relação aos jogos infantis. Analisando o brincar com o modelo do sonho, ela chegou ao cerne da fantasia inconsciente.”

“Assim como na analise de adultos, as brincadeiras infantis nos levariam a conhecer os significados latentes e a estabelecer correlações, com situações experimentadas ou imaginadas pelas crianças, fornecendo a elas a possibilidades de elaborar tais situações. A analise, então, ajudaria a criança a resolver  fixações e a corrigir erros evolutivos que impediram ou perturbaram seu desenvolvimento.”

“Nesses jogos, geralmente convida o analista a desempenhar um ou mais papéis, o que proporciona a este enorme riqueza de material a ser analisado. Jogos de ficção como brincar de mãe e filha, de médico, de escolinha, de mobiliar a casa ou fazer uma viagem suscitam inúmeras associações verbais.”

“São utilizados brinquedos, simples e variados, que possibilitam uma infinidade de usos, facilitando a comunicação das crianças. E em muitos casos, por maior que seja seu grau de inibição, se torna difícil não se interessarem por algum brinquedo.”

“Uma quantidade considerável de materiais ilustrativos e plásticos, como lápis de cor, giz, tinta, massinha, argila, é de grande ajuda, sendo também muito importante um local com água corrente, dado que os jogos com água permitem um conhecimento profundo sobre fixação precoces e constituem um meio de a criança ilustrar as teorias sexuais, mostrando suas fantasias a respeito.”

“A partir da observação do brincar, Klein pode ter uma visão das conexões gerais e da dinâmica dos processos mentais que a criança alcance, por meio do brincar na análise e de sua energia psíquica e lhe causa sofrimento.” 

“A função do analista de crianças, segundo as proposições kleiniana, seria poder ir ao encontro da angustia, mobilizá-la, receber a criança decodificando em palavras o que ela demonstra, abrindo espaço para a simbolização e o pensamento.”

“Freud descreveu como um garotinho de 18 meses procurou consolar-se da ausência temporária da mãe atirando inúmeras vezes um carretel de madeira atado a um pedaço de barbante, de forma a fazê-lo desaparecer, em seguida puxá-lo, fazendo-o reaparecer. Ele reconheceu nesse comportamento uma função de importância geral no brinquedo infantil.” 

“Por meio dele, a criança converteria as experiências que suportou passivamente em um desempenho ativo e transformaria a dor em prazer, ao dar às experiências originalmente dolorosa, um final feliz.”

“A analise das crianças pequenas revelou não somente que, ao brincar, elas superam a realidade penosa, mas também que o brinquedo as ajuda a dominar os modos instintivos e perigosos internos pela projeção destes no mundo exterior. Por meio dele, a criança consegue deslocar os processos intrapsiquicos para fora.”

“Na tentativa de dominar a angústia, deslocam-se os perigos instintivos e internos para o mundo exterior, o que habilita a criança não só a vencer o medo que estes lhe inspiram como também a estar mais preparada contra eles.”

“Assim, a angustia estimularia o desenvolvimento do ego. No empenho de dominá-la, o ego da criança convoca o auxilio de suas relações com os objetos e a realidade, esforço de fundamental importância para  sua adaptação e seu desenvolvimento egóico.”

“As atividades lúdicas da criancinha acabam por criar uma ponte entre a fantasia e a realidade e a ajudam a dominar o medo dos perigos internos e externos.”

Ronaldo de Mattos – Psicanalista Clinico

PARA LEITURA
 
O Paciente de difícil acesso
B. Joseph, em Melanie Klein hoje, Volume 2; Imago;1991.
*Psicanálise da criança. M. Klein,
Mestre Jou, 1969.
Melanie Klein: estilo e pensamento
E.M. de Ulhoa Cintra e L.C. Figueiredo, escuta, 2004.

em 23/11/2011

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